E se liberta de um medo de amar
Que venda os olhos
Que tapa os ouvidos
Que enfraquece o pulso
Que acalma o ar
Que silencia o pranto
Que devora a vontade
Que abate as idéias
Que arrefece a pegada
Que desmiola os miolos
Que prende a boca
Que suga as palavras
Que falta na hora
Que atrasa o passo
Que leva o mesmo
Que procura o abrigo
Que mente a tristeza
Que desencoraja a felicidade
Que intimida o sorriso
Que seca a lágrima
Que tira o bonito
Que arranca o tesão
Que finge a dor
Que embaralha o real
Que arrasta o pensamento
Que escurece a frente
Que bota a preguiça
Que desbota o carisma
Que cansa a amizade
Que provoca a angústia
Que deixa a solidão
Que permite o errado
Que impõem a dúvida
Que prende o movimento
Que segura o impulso
E se liberta de um medo de amar...
24.8.12
3.8.12
Conclusões 1
Todos se assemelham em seus consolos
Todos se apaziguam no romper da exclamação
Que sem delongas trata de estapear
Na fronte de um qualquer que qualquer coisa quer virar:
"Virar é escapar, sumir em outro semelhante
Ou então sozinho perambular
Ou então ainda, muitos consolos souber dar"
Todos se apaziguam no romper da exclamação
Que sem delongas trata de estapear
Na fronte de um qualquer que qualquer coisa quer virar:
"Virar é escapar, sumir em outro semelhante
Ou então sozinho perambular
Ou então ainda, muitos consolos souber dar"
24.5.12
De qualquer jeito
Ficou, assim sem você junto
Um pulso profundo de saudade
Que forte ou fraca, que ri ou chora
É sempre a mesma trajetória
Vem de lembrança seguida de esperança
De que é você, moça linda, quem vai ser
Aquela a quem vou me entregar
Sem medo de seguir e ser seguido
Um pulso profundo de saudade
Que forte ou fraca, que ri ou chora
É sempre a mesma trajetória
Vem de lembrança seguida de esperança
De que é você, moça linda, quem vai ser
Aquela a quem vou me entregar
Sem medo de seguir e ser seguido
Curto por demais
Sim, foi um dia que bastou
Pra mudar o que antes era bom
Plantou uma interrogação em meu peito
Que parece estar calejando por demais
Nesses tempos tão frugais que não parecem ter fim
Não parecem ter mais fim
Esses tempos tão frugais
Onde caleja meu coração
E muda pra pior
Em um dia curto por demais
Noturno
Lampejo arredio no meio da noite
Que corta o silêncio sem barulho algum
Tensão da surpresa daquilo que surge
Tira o sono e coloca um fio de arrepio
Sinistra ideia chega à mente
Tão logo se fez tão rápida se faz
Suando frio mas sentindo calor
Ao ver o destino exposto à frente
Não há mais volta após tal ocorrido
Não há disfarce pro que há de vir
A rota de agora em seguinte
Faz uma curva sem ter p'ronde ir
Mas tudo segue, tudo segue
No quarto que volta a ser escuro
A madrugada avança e volta a esperança
De talvez poder esquecer
Que corta o silêncio sem barulho algum
Tensão da surpresa daquilo que surge
Tira o sono e coloca um fio de arrepio
Sinistra ideia chega à mente
Tão logo se fez tão rápida se faz
Suando frio mas sentindo calor
Ao ver o destino exposto à frente
Não há mais volta após tal ocorrido
Não há disfarce pro que há de vir
A rota de agora em seguinte
Faz uma curva sem ter p'ronde ir
Mas tudo segue, tudo segue
No quarto que volta a ser escuro
A madrugada avança e volta a esperança
De talvez poder esquecer
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