24.8.12

Liberta

E se liberta de um medo de amar
Que venda os olhos
Que tapa os ouvidos
Que enfraquece o pulso
Que acalma o ar
Que silencia o pranto
Que devora a vontade
Que abate as idéias
Que arrefece a pegada
Que desmiola os miolos
Que prende a boca
Que suga as palavras
Que falta na hora
Que atrasa o passo
Que leva o mesmo
Que procura o abrigo
Que mente a tristeza
Que desencoraja a felicidade
Que intimida o sorriso
Que seca a lágrima
Que tira o bonito
Que arranca o tesão
Que finge a dor
Que embaralha o real
Que arrasta o pensamento
Que escurece a frente
Que bota a preguiça
Que desbota o carisma
Que cansa a amizade
Que provoca a angústia
Que deixa a solidão
Que permite o errado
Que impõem a dúvida
Que prende o movimento
Que segura o impulso
E se liberta de um medo de amar...

3.8.12

Conclusões 1

Todos se assemelham em seus consolos
Todos se apaziguam no romper da exclamação
Que sem delongas trata de estapear
Na fronte de um qualquer que qualquer coisa quer virar:

"Virar é escapar, sumir em outro semelhante
Ou então sozinho perambular
Ou então ainda, muitos consolos souber dar"