Sólida, alta, muralha maldita
Assombra minha vida rala
Separa de mim qual vala
Impõem uma comunicação falha
Salina deserta, triste e branca
Que me seca a garganta
Me murcha o ímpeto apaixonado
Racha aos poucos o certo
Promessas impensadas e nervosas
Conversas tortas, subliminares
Tento adivinhar parcialmente
Chego a criar algo bem diferente
Na confusão do fracasso
Volto pra casa conhecida
Deito na cama amassada
Crio uma desculpa sensata
Chega, chega, chega...
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