E se liberta de um medo de amar
Que venda os olhos
Que tapa os ouvidos
Que enfraquece o pulso
Que acalma o ar
Que silencia o pranto
Que devora a vontade
Que abate as idéias
Que arrefece a pegada
Que desmiola os miolos
Que prende a boca
Que suga as palavras
Que falta na hora
Que atrasa o passo
Que leva o mesmo
Que procura o abrigo
Que mente a tristeza
Que desencoraja a felicidade
Que intimida o sorriso
Que seca a lágrima
Que tira o bonito
Que arranca o tesão
Que finge a dor
Que embaralha o real
Que arrasta o pensamento
Que escurece a frente
Que bota a preguiça
Que desbota o carisma
Que cansa a amizade
Que provoca a angústia
Que deixa a solidão
Que permite o errado
Que impõem a dúvida
Que prende o movimento
Que segura o impulso
E se liberta de um medo de amar...
Vibrando
ResponderExcluirCorre nos ventos, nas veias
Um mundo que faz a curva nos nós de um precipício
Retorna aos eixos da roda viva em órbita no bater das asas, coração
Um pulso que só sente
Que só capta
Essa frequência soprada em brisa, vendaval
Rajada que foge dos seus pulmões
Despenca do céu da sua boca
E vem zumbir nos meus ouvidos
Vem cantar nas minhas frestas
É um tremor que se mantém no chão, na cabeça
Do tempo
Dos compassos infinitos do querer
Quero sua orelha em repouso no meu peito
Quero suas mãos
Nos meus pulsos
Pulsar você