Invoca, grita e chora
Cava o chão com as mãos
Arranca as raízes úmidas
Se encasula nesse buraco
Mostra para todos que ficará
Junto à terra, aos insetos,
Às minhocas e seus credos
Corpo vermelho de barro
Cor que se incorpora, agora
Antes, vinha lá de dentro
Saía por um tempo, curto
Logo voltava, todo bruto
Amolecia junto ao chão
Ao encontrar nele satisfação
Ancestralidade que prende
Sufoca toda a sua gente
Encruzilhada toda torta
Não bota nem destroca
Aquilo feito por a gente
a cor do Ben... boníssimo!
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