5.10.11

De novo

Circulares, audaciosas piruetas performáticas
Flutuam competindo por espaço no céu anil
Leve, vento empurra torta e pra cima
Se sai de prumo é pra não voltar pois
Boa notícia pr'alegria geral de quem só é
Só ser, chorar, rir, banhar e se despir da fumaça nebulosa e falsa
Secou a garganta a percepção do não retorno
Me doeu a garganta o desespero contido
Estufando demais tudo, será?
Derretendo e misturando junto
Se quero sumiço, é pra virar terra
Um bolsão que contenha tudo exalado
Lembranças terão pelo olfato denúncia
Sem meias palavras

Um comentário:

  1. do zero, novim em folha.. no
    horizonte, só ele próprio. não
    há uma silhueta sequer
    não miro as índias mas deixo
    a corrente me guiar a novas terras,
    ou conhecidas já, em tempos
    passados, o que faz delas novas
    novamente pela transformação
    que acompanha o movimento
    inerente à vida..

    apesar da entrega ao fluxo, as raízes
    já têm alguma força e profundidade,
    que não prendem.. sustentam.

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