Circulares, audaciosas piruetas performáticas
Flutuam competindo por espaço no céu anil
Leve, vento empurra torta e pra cima
Se sai de prumo é pra não voltar pois
Boa notícia pr'alegria geral de quem só é
Só ser, chorar, rir, banhar e se despir da fumaça nebulosa e falsa
Secou a garganta a percepção do não retorno
Me doeu a garganta o desespero contido
Estufando demais tudo, será?
Derretendo e misturando junto
Se quero sumiço, é pra virar terra
Um bolsão que contenha tudo exalado
Lembranças terão pelo olfato denúncia
Sem meias palavras
do zero, novim em folha.. no
ResponderExcluirhorizonte, só ele próprio. não
há uma silhueta sequer
não miro as índias mas deixo
a corrente me guiar a novas terras,
ou conhecidas já, em tempos
passados, o que faz delas novas
novamente pela transformação
que acompanha o movimento
inerente à vida..
apesar da entrega ao fluxo, as raízes
já têm alguma força e profundidade,
que não prendem.. sustentam.