Vai saber um dia aquele que achava conhecer o próximo passo que o anterior já fora o próximo e o próximo será o anterior e assim no marasmo do cotidiano se encontrará este indivíduo solitário, tão credor de suas certezas sobre atitudes mundanas as quais acontecem pelo simples fato de pequenas atitudes terem sido tomadas por culpa de outras que circundam nossas vidas constantemente e ininterruptamente até se encontrarem em um mar de regras, normas, leis, obrigações, vergonhas, modas, desejos, estilos, responsabilidades, contas, prazeres, desgostos, tristezas, alegrias, amores e enfim uma jaula, uma cadeia, uma prisão, no fundo deste oceano, de forma que seja (é) impossível, após certo momento, ir à tona novamente para encher os pulmões do mais puro ar que esta vida concede.
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