8.1.11

Som

Num frenesi dialético
Tudo passa dos limites
Aborrece a Deus e o mundo
Essa exatidão premeditada
Toda enovelada, toda presa
A brecha se perde e se fecha
As cornetas gritam, suas notas
Caem em dissonância patética
A leitura das pautas amareladas
Cansam a vista de um olho perturbado
Quem dita o belo quer ver o sangue
Se banha num mar de contradições
Guia a rédeas curtas o galope possante
De uma manada enraivecida
Decrescida pelas normas artificiais

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