Sóbrio, encaro a minha sem gracisse
Se o povo visse, não acreditava
Vou sair sem rumo, vou preencher
Me estufar até quase estourar
Vou crescer vivendo, sofrendo
Vendo com meus olhos o que há para olhar
Mas não quero perder minha meninisse
Meus dias de glória são os que passo rindo
Indo de esquina em esquina, de ilha em ilha
De sono em sono, de lingua em lingua
De mágoa em mágoa, de alegria em alegria
Sem nem perceber, vou cair num novo dia
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